Por que pressa?
Até na hora de poetar
Pressa!
Agora mas nem prensa
Que lápis que nada, é só
Pressa!
Que vida que nada
Enrola, faz hora e tem
Pressa!
Não quero nada! Quero tudo!
Ao mesmo tempo! Agora com
Pressa!
Vai! Termina! Finge que achou algo!
Desfecha essa fresta! Vai! Anda com
Pressa!
O que pretende prolongando o fim? Diminuindo o risco!
Corre 180 por hora que também tenho
Pressa!
Espera... Um cheiro, um sabor... Lavo a mão
E pego mais um pedaço:
Sinta!
Um pouco de tudo, um resumo
Muito de algo, um compêndio:
Faça!
Erros pra que tê-los?
Para não tê-los:
Viva!
Em você: tudo
E nada
Seja!
04/2009
Poema Sem Álcool
Eis o sóbrio verso, que diz:
Que sobre o verso
No constante adverso
Que tenha calma e mostre
O verso do verso na linha sem ponto
E mundos e universos se choquem
Se encostem, se possuam e não existam mais
Suicídios homicidas do Ser
Que se acabem e recomecem
Ou não recomecem mais
Mas que sobre o verso
Que nasça
Que cresça
Que faça
Quem tenha
Que seja
Que morra
E que sobre o verso
Não queira acabar como o verso
Coma o verso do avesso
Ou que queira ter seu fim sem ponto
Importante que seja e veja o ponto
E que sobre o verso
Regai o verso
Daí de beber ao verso
Encachace o verso
Enche o verso e não o deixe esvaziar
Mas que sempre sobre sóbrio, limpo e claro verso...
12/2008
Que sobre o verso
No constante adverso
Que tenha calma e mostre
O verso do verso na linha sem ponto
E mundos e universos se choquem
Se encostem, se possuam e não existam mais
Suicídios homicidas do Ser
Que se acabem e recomecem
Ou não recomecem mais
Mas que sobre o verso
Que nasça
Que cresça
Que faça
Quem tenha
Que seja
Que morra
E que sobre o verso
Não queira acabar como o verso
Coma o verso do avesso
Ou que queira ter seu fim sem ponto
Importante que seja e veja o ponto
E que sobre o verso
Regai o verso
Daí de beber ao verso
Encachace o verso
Enche o verso e não o deixe esvaziar
Mas que sempre sobre sóbrio, limpo e claro verso...
12/2008
PRAVALER
De Punta a puta aponta à ponta.
Acorda e à corda puxa firme e tesa.
No real rela o sonho d’outrora e é
a venda nos olhos da beleza à venda que não vê.
E há, havendo prazer, vida em dádiva
para essa pobre puta amante.
Del Leste o cassino, à sanha, assanha.
E o sino vela o velho podre padre.
O padre se vale só da luz da vela
e ela queimar o ar já pode.
Pobre podre velho deitado em sono eterno.
"Com todos os milagres e vezes que os leste!".
O cassino do leste ignora o já cético
podre padre que não acordará. E a corda?
Na tensa corda, que já haviam tantos tropeçado,
um padre uruguaio teve chance e achou o chão.
A prostituta sonsa que estendeu a corda se ri.
Faz que não, diz que não e até acha ruim,
mas de fato teve a intenção. E armou a guerra.
A secular guerra que no intimo do Homem,
ninguém sabe quando começou nem se vai acabar.
Na batalha narrada tudo indica que
a rata puta venceu fácil.
Eis que nunca, por cima de crenças
e outras ainda que não se dizem,
vamos saber isso...
Nem onde dorme o triste padre...
Nem onde acorda a pobre puta...
06/2008
Acorda e à corda puxa firme e tesa.
No real rela o sonho d’outrora e é
a venda nos olhos da beleza à venda que não vê.
E há, havendo prazer, vida em dádiva
para essa pobre puta amante.
Del Leste o cassino, à sanha, assanha.
E o sino vela o velho podre padre.
O padre se vale só da luz da vela
e ela queimar o ar já pode.
Pobre podre velho deitado em sono eterno.
"Com todos os milagres e vezes que os leste!".
O cassino do leste ignora o já cético
podre padre que não acordará. E a corda?
Na tensa corda, que já haviam tantos tropeçado,
um padre uruguaio teve chance e achou o chão.
A prostituta sonsa que estendeu a corda se ri.
Faz que não, diz que não e até acha ruim,
mas de fato teve a intenção. E armou a guerra.
A secular guerra que no intimo do Homem,
ninguém sabe quando começou nem se vai acabar.
Na batalha narrada tudo indica que
a rata puta venceu fácil.
Eis que nunca, por cima de crenças
e outras ainda que não se dizem,
vamos saber isso...
Nem onde dorme o triste padre...
Nem onde acorda a pobre puta...
06/2008
Sorriso de Coelho à Caçadora
Sem paciência para falsas felicidades
-“ de falsetes se desenruste a bicha louca”-
a vida fria e real continua,
a verdadeira felicidade se esconde entre flocos de neve.
É preciso encarar o desafio e na faca manter o fio.
A verdade sua cruza a porta nua e crua
A rua mostra o caminho,
e com alma, quem caminha
leva o pacote de felicidade,
que esconde a tristeza sempre que aparenta
e é feliz quando não se vê
No sorriso caricato,
de coelho assado com os dentes à caçadora,
Ronaldinho esconde, gaúcho, o pranto
e vê, ele sim vê, e se vê perder o mundial
com o Barça para o internacional.
Como na seleção aquele sorriso era não viável e incoerente
para a derrota recorrente em mundiais no ano passado
O que é feliz e quem são, se o é, não precisa mostrar.
Os dentes amarelos sempre escondem:
ou a borra do tabaco
ou o descuido com as caries
Feliz felicidade
Mesmo recorrendo a exemplos e ilustrações
O tema ainda turva e ilude o leitor e o autor.
Nem sei quando escrevi estas palavras.
?/2007
-“ de falsetes se desenruste a bicha louca”-
a vida fria e real continua,
a verdadeira felicidade se esconde entre flocos de neve.
É preciso encarar o desafio e na faca manter o fio.
A verdade sua cruza a porta nua e crua
A rua mostra o caminho,
e com alma, quem caminha
leva o pacote de felicidade,
que esconde a tristeza sempre que aparenta
e é feliz quando não se vê
No sorriso caricato,
de coelho assado com os dentes à caçadora,
Ronaldinho esconde, gaúcho, o pranto
e vê, ele sim vê, e se vê perder o mundial
com o Barça para o internacional.
Como na seleção aquele sorriso era não viável e incoerente
para a derrota recorrente em mundiais no ano passado
O que é feliz e quem são, se o é, não precisa mostrar.
Os dentes amarelos sempre escondem:
ou a borra do tabaco
ou o descuido com as caries
Feliz felicidade
Mesmo recorrendo a exemplos e ilustrações
O tema ainda turva e ilude o leitor e o autor.
Nem sei quando escrevi estas palavras.
?/2007
LuaRuaPortaTua
Que serve junto e em com
junto, que junta e é. Só,
quer ser “há” no que houve.
E ouvir o querer ar pra guiar...
A Lua não serve ao Sol,
Bem que serve à Rua,
Não serve ao Sol no que
serve. A Lua não serve só...
Obsolescência que absorveu
já a essência e está na presença
de quem lê sem aplausos e
observa uma, não mais que um...
A lua não serve o Só,
No que lhe conluia que
não serve ao Sol, que
serve a lua para não estar só...
Eis que conclua e para não estar só,
ao invés da lua e muito menos o sol,
aí estão estrelas a murmurar estórias
distantes de quem não está só e nunca estará....
01/08
junto, que junta e é. Só,
quer ser “há” no que houve.
E ouvir o querer ar pra guiar...
A Lua não serve ao Sol,
Bem que serve à Rua,
Não serve ao Sol no que
serve. A Lua não serve só...
Obsolescência que absorveu
já a essência e está na presença
de quem lê sem aplausos e
observa uma, não mais que um...
A lua não serve o Só,
No que lhe conluia que
não serve ao Sol, que
serve a lua para não estar só...
Eis que conclua e para não estar só,
ao invés da lua e muito menos o sol,
aí estão estrelas a murmurar estórias
distantes de quem não está só e nunca estará....
01/08
(Sem nome) I
Anti-Ricos
Felli Gringos
.
Côssa Nova
Rasta Qüera
.
Anti-Gringos
Felli Ricos
.
Cosa Nostra
Nas Paqüéra
10/2001
Valsa da possibilidade
Se possível fosse
eu cavava um túnel
pra chegar em ti
para chegar em ti
pra chegar em ti
Se possível fosse
filosofava o mundo
pra pensar em ti
para pensar em ti
pra chegar em ti
Se possível fosse
eu chegava a Deus
pra mostrar pra ti
e mostrar aos teus
pra chegar em ti
E assim não sendo
Se isso tudo fosse
lindo belo e doce
em poliestireno
e isso tudo fosse
Nem a bela poesia
nem um mar de mousse
nem falsidade fosse
idolatrar-te tanto
se preocupar com pranto
E essa merda toda
só para em ti chegar
pensando "putaria"
e falando às flores
pra chegar em ti
06/2007
eu cavava um túnel
pra chegar em ti
para chegar em ti
pra chegar em ti
Se possível fosse
filosofava o mundo
pra pensar em ti
para pensar em ti
pra chegar em ti
Se possível fosse
eu chegava a Deus
pra mostrar pra ti
e mostrar aos teus
pra chegar em ti
E assim não sendo
Se isso tudo fosse
lindo belo e doce
em poliestireno
e isso tudo fosse
Nem a bela poesia
nem um mar de mousse
nem falsidade fosse
idolatrar-te tanto
se preocupar com pranto
E essa merda toda
só para em ti chegar
pensando "putaria"
e falando às flores
pra chegar em ti
06/2007
Bingo!
E a idéia surge!
Ainda suja
Das profundezas ergue-se do vaso
Deixando para traz apenas dejetos
Emergindo do caos
Como nada e originalidade ao mesmo tempo
A idéia é falar de mim mesmo
E contar a história...
“Daquele velho bêbado com um canivete no bolso, um trinta e oito na mão, a observar pelo olho mágico os ruídos noturnos que rondam sua vizinhança...”
...Não deve ser difícil.
Desde que aqueles paranóicos inventaram a tal da subconsciência
As idéias perderam o controle
O artista só faz revisar no final
A orgia acaba na hora de ver se ficou legal
Riscar os erros é encaixar o som
O risco é deixar passar.
01/2005
Ainda suja
Das profundezas ergue-se do vaso
Deixando para traz apenas dejetos
Emergindo do caos
Como nada e originalidade ao mesmo tempo
A idéia é falar de mim mesmo
E contar a história...
“Daquele velho bêbado com um canivete no bolso, um trinta e oito na mão, a observar pelo olho mágico os ruídos noturnos que rondam sua vizinhança...”
...Não deve ser difícil.
Desde que aqueles paranóicos inventaram a tal da subconsciência
As idéias perderam o controle
O artista só faz revisar no final
A orgia acaba na hora de ver se ficou legal
Riscar os erros é encaixar o som
O risco é deixar passar.
01/2005
Sr. João, um proletário consciente
Certo viver!
Viver é matar!
Não mato
Devo estar
Morto
Estou vivo!
Consciente?
Humanos vivos.
Conscientes?
Devo estar
Louco
Estou louco?
Loucos são os
Que são poucos
Que não são todos
Que não são tolos
Sou louco!
Pouco
Sou Eu
e penso
Pensas?
08/1998
Viver é matar!
Não mato
Devo estar
Morto
Estou vivo!
Consciente?
Humanos vivos.
Conscientes?
Devo estar
Louco
Estou louco?
Loucos são os
Que são poucos
Que não são todos
Que não são tolos
Sou louco!
Pouco
Sou Eu
e penso
Pensas?
08/1998
Verso incon sequente
Nem o lírio lírico salpicado em estricnina,
papoulas injetáveis culminando na endorfina,
bolinhas, balinhas, docinhos, chá e a farinha,
não dão o êxtase causado, nem aliviam mais
que o seco molhado quente e frio macio
da inigualável e comum xereca da menina.
08/2007
papoulas injetáveis culminando na endorfina,
bolinhas, balinhas, docinhos, chá e a farinha,
não dão o êxtase causado, nem aliviam mais
que o seco molhado quente e frio macio
da inigualável e comum xereca da menina.
08/2007
Teletubbies
Porque não assistir Teletubbies
A vida é curta
Temos que vivê-la
Não temos tempo
A perder
Tempo é vida
e vida não é dinheiro
Podemos espera-lo?
Não!
Porque assistir Teletubbies
A vida é curta
Temos que vê-lo
Não temos tempo
Não?
Tempo é vida
E não é dinheiro
Podemos esperá-la
02/1997
A vida é curta
Temos que vivê-la
Não temos tempo
A perder
Tempo é vida
e vida não é dinheiro
Podemos espera-lo?
Não!
Porque assistir Teletubbies
A vida é curta
Temos que vê-lo
Não temos tempo
Não?
Tempo é vida
E não é dinheiro
Podemos esperá-la
02/1997
A Fila
Quando esperas, espera sentado
num mundo de fatos, o que do por vir.
Se esperas espera sentada utópica,
tricô de velhas, no o que do por vir.
Os números, sim que são usados,
Apaziguando à esperança geral:
Num homem, meia e cinco talvez, no
Homem milhares e na Terra milhões.
Ludibriam à esperança, por quanto
a Terra dança e feliz balança sem
preocupar o por vir, os números.
Quando esperas, espera sentado
os inúmeros fatos sem o que do por vir.
Se esperas espera sentada utópica,
tricô de velhas, no o que do por vir.
Os fatos, eis que sequenciados e viciados,
indevidamente se sucedem
sem respeitar os que esperam
mostrando o mero vero àquele que vê.
Em ato único faz-se o teatro de nunca ir,
nunca alcançar, por mais que se espere
o final, jamais e tantas vezes profetizado.
Enquanto há espera, que seja assentada
no mundo e fite um o que do por vir.
Se esperas espera sentada utópica,
jogo das velhas, no o que do por vir.
A esperança, o ato de ficar para ver no
o que vai dar e não simplesmente ficar
e pensar, quem sabe saber ou imaginar.
Onde todos estão por motivos diferentes
e sempre mesmos sem nunca tardar no
por vir. Anseios: políticos, econômicos,
salutares, romanescos e o “que seja!”...
Enquanto há a espera e ainda há espera.
O mundo é uma fila e não uma esfera...
O velho sentado com o Punk e berra:
- Pega sua senha, seus anseios e
ESPERA!
08/2007
num mundo de fatos, o que do por vir.
Se esperas espera sentada utópica,
tricô de velhas, no o que do por vir.
Os números, sim que são usados,
Apaziguando à esperança geral:
Num homem, meia e cinco talvez, no
Homem milhares e na Terra milhões.
Ludibriam à esperança, por quanto
a Terra dança e feliz balança sem
preocupar o por vir, os números.
Quando esperas, espera sentado
os inúmeros fatos sem o que do por vir.
Se esperas espera sentada utópica,
tricô de velhas, no o que do por vir.
Os fatos, eis que sequenciados e viciados,
indevidamente se sucedem
sem respeitar os que esperam
mostrando o mero vero àquele que vê.
Em ato único faz-se o teatro de nunca ir,
nunca alcançar, por mais que se espere
o final, jamais e tantas vezes profetizado.
Enquanto há espera, que seja assentada
no mundo e fite um o que do por vir.
Se esperas espera sentada utópica,
jogo das velhas, no o que do por vir.
A esperança, o ato de ficar para ver no
o que vai dar e não simplesmente ficar
e pensar, quem sabe saber ou imaginar.
Onde todos estão por motivos diferentes
e sempre mesmos sem nunca tardar no
por vir. Anseios: políticos, econômicos,
salutares, romanescos e o “que seja!”...
Enquanto há a espera e ainda há espera.
O mundo é uma fila e não uma esfera...
O velho sentado com o Punk e berra:
- Pega sua senha, seus anseios e
ESPERA!
08/2007
Brasil Sonho Etéreo*
Ainda ainda o sol rachava o solo
achava o trilho que caía despencava
a ele vinha jun to junho julho o gosto a vida ainda.
A fila que me faz esperar aos montes e morros...
Morros? Morros! De norte a sul dia-a-dia morros!
Pequeno grão: morro nasço, trigo. Vivo morro, pão.
Grão bêbedo Quincas feliz ao só.
A saber-se praia.
A findar-se mar.
De repentes o som se faz toado coberto em redondilhas
a girar mundo mundo verso mudo.
Se realmente se explicasse numa forma
Brasil seria bola, a rodar dos terreiros pros com fins.
Aos pampas caatingo-me Vinícius cerrados
fumando Ari tropicando-se a Gil
bebo Nelson Cavaquinho.
Amar os elos.
A Zú os vejo.
Negro sou tu.
Preto véjo.
A avermelhar ante o muro.
Burro! Cavalgo-me...
A semente de ilusão.
Ah, luzão.
O sol, ó, brilhando a me alumiar.
Brilho a me seguir mesmo em sentido contra.
Contra a conta correr...
Contra o corro prender.
Oprimiram-nos.
Oprimem-nos.
Oprimir-nos-ão.
E nós?
Nós.
Nós a nós som.
Quantos são e que Nação?
“Não merecia tal tratamento!”
Não? Não!
Brasil o sonho eterno.
A enfim busca dos fins.
Os trilhos que trilhamos a hora com estas são.
Nós multicoloridos colonos de nós mesmos,
presos libertinos complacentes e festivos.
Da cultura que canta, que bate.Encanta e tira lágrimas de gringos.
12/1999
* Criação coletiva ...
achava o trilho que caía despencava
a ele vinha jun to junho julho o gosto a vida ainda.
A fila que me faz esperar aos montes e morros...
Morros? Morros! De norte a sul dia-a-dia morros!
Pequeno grão: morro nasço, trigo. Vivo morro, pão.
Grão bêbedo Quincas feliz ao só.
A saber-se praia.
A findar-se mar.
De repentes o som se faz toado coberto em redondilhas
a girar mundo mundo verso mudo.
Se realmente se explicasse numa forma
Brasil seria bola, a rodar dos terreiros pros com fins.
Aos pampas caatingo-me Vinícius cerrados
fumando Ari tropicando-se a Gil
bebo Nelson Cavaquinho.
Amar os elos.
A Zú os vejo.
Negro sou tu.
Preto véjo.
A avermelhar ante o muro.
Burro! Cavalgo-me...
A semente de ilusão.
Ah, luzão.
O sol, ó, brilhando a me alumiar.
Brilho a me seguir mesmo em sentido contra.
Contra a conta correr...
Contra o corro prender.
Oprimiram-nos.
Oprimem-nos.
Oprimir-nos-ão.
E nós?
Nós.
Nós a nós som.
Quantos são e que Nação?
“Não merecia tal tratamento!”
Não? Não!
Brasil o sonho eterno.
A enfim busca dos fins.
Os trilhos que trilhamos a hora com estas são.
Nós multicoloridos colonos de nós mesmos,
presos libertinos complacentes e festivos.
Da cultura que canta, que bate.Encanta e tira lágrimas de gringos.
12/1999
* Criação coletiva ...
Descaminhos Etílicos
Foi no dia que Ele, detentor de caráter opaco,
estava pronto para fazer Nada,
satisfeito por existir,
indo e vindo de estados inconscientes.
Mas nesse Dia,
em que as consequências da razão não lhe dividiam a Alma,
um dia em que todos seus planos não lhe eram plenos
e mesmo sendo dono de reconhecidas vitórias,
nesse dia suas conquistas lhe pareciam inglórias.
Se fazia inteiro em Ser e não fazer Tudo.
Eis que, em meio a instantes de fazer Nada,
ouviu o piar de uma ave:
Quase um soletrar,
algo como recitar,
As palavras soltas e bem ligadas
numa dicção notavelmente perfeita e natural
Não!
Não não,
não era uma canção!
Era um Bem-Te-Vi.
Como que chamando
e chamando atraiu a atenção dessa personagem
de tal forma
que acabou com um projeto da Poesia
05/2006
estava pronto para fazer Nada,
satisfeito por existir,
indo e vindo de estados inconscientes.
Mas nesse Dia,
em que as consequências da razão não lhe dividiam a Alma,
um dia em que todos seus planos não lhe eram plenos
e mesmo sendo dono de reconhecidas vitórias,
nesse dia suas conquistas lhe pareciam inglórias.
Se fazia inteiro em Ser e não fazer Tudo.
Eis que, em meio a instantes de fazer Nada,
ouviu o piar de uma ave:
Quase um soletrar,
algo como recitar,
As palavras soltas e bem ligadas
numa dicção notavelmente perfeita e natural
Não!
Não não,
não era uma canção!
Era um Bem-Te-Vi.
Como que chamando
e chamando atraiu a atenção dessa personagem
de tal forma
que acabou com um projeto da Poesia
05/2006
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